Pesquisar este blog

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

GRANDES BRIGAS E SURRAS DA TV

Como eu disse no post sobre a classificação indicativa, novela sem briga e tapa na cara, não é novela. Sempre que acontece uma briga ou surra, principalmente numa novela das oito (ou das nove), a audiência fica nas alturas, porque adoramos ver o circo pegar fogo, pelo menos nas novelas. Por isso hoje na sessão "Recordando", vamos relembrar algumas brigas e surras clássicas nas novelas. Prepare-se para muitos tapas e puxões de cabelo!

1 - BRIGA DE JÚLIA E YOLANDA EM "DANCI'N DAYS" (1978)


Nessa novela clássica de Gilberto Braga, Sônia Braga era Júlia, uma ex-presidiária que tentava reconstruir sua vida e se aproximar da filha Marisa (Glória Pires), que foi criada por sua irmã, a rica e arrogante Yolanda (Joana Fomm). Yolanda criou Marisa para casar com um homem rico e fazia de tudo para impedir a aproximação dela com Júlia, pois tinha medo que a irmã fosse uma má influência para ela, por ter passado anos na cadeia. Durante a novela, Júlia e Yolanda tiveram muitas discussões e brigas, mas a mais famosa delas foi exibida no último capítulo da novela. Nessa cena as duas acertam as contas numa boate e se agarram brigando, até fazerem as pazes no final da cena. 

2 - BRIGA DE RAQUEL COM MARIA DE FÁTIMA EM "VALE TUDO" (1988)


Dez anos depois de "Dancin' Days", Gilberto Braga apresentava outra novela clássica, "Vale Tudo". Na novela, a vilã Maria de Fátima (Glória Pires), vendia a casa da mãe Raquel (Regina Duarte), a deixava no olho da rua e fugia para o Rio da Janeiro para tentar conseguir um marido rico e "subir na vida". Raquel vai atrás da filha e é constantemente humilhada por ela, que tem muita vergonha da mãe. Maria de Fátima ainda arma um plano para separar Raquel de seu grande amor, Ivan (Antonio Fagundes), para que ele se case com a alcoolatra Heleninha Roitman (Renata sorrah), filha da terrível Odete Roitman (Beatriz Segall). Depois de fazer isso, Fátima consegue o apoio de Odete para casar com seu filho Afonso (Cássio Gabus Mendes), mas Raquel desmascara Fátima na frente de Odete e sua irmã Celina (Nathália Timberg) e ainda rasga o vestido de noiva de Fátima, numa das cenas mais famosas da novela.


 3 - BRIGA DE TIETA E PERPÉTUA, EM "TIETA" (1989)



Na novela de Aguinaldo Silva, baseada na obra de Jorge Amado, as irmãs Tieta (Betty Faria) e Perpétua (Joana Fomm) viviam em pé de guerra. Perpétua detestava a irmã e seu ódio aumentou ainda mais quando descobriu que Tieta estava tendo um caso com seu próprio sobrinho, Ricardo (Cássio gabus Mendes). No último capítulo da novela, as duas tem uma briga e Tieta acaba arrancando a peruca de Perpétua, revelando a todos que a vilã era careca.


4 - SURRA DE LAURA EM "CELEBRIDADE" (2003)


Gilberto Braga é especialista em cenas de barracos, e o de "Celebridade" é talvez, o mais famoso deles. Depois de várias armações para tomar tudo de Maria Clara (Malu Mader), a vilã Laura (Cláudia Abreu) estava tendo uma noite de glamour total, com direito até a prêmio, conquistado a custa de muitas armações. Tudo seria perfeito se Maria Clara não resolvesse ir até a festa dar um "prêmio" extra para Laura. O "prêmio" de Maria Clara, foi uma surra enorme, que deixou Laura completamente desfigurada. Laura não gostou nada do "prêmio", mas o público adorou.


5 - SURRA DE NAZARÉ EM "SENHORA DO DESTINO" (2004)


Em "Senhora do Destino" de Aguinaldo Silva, a louca e debochada Nazaré (Renata Sorrah), sequestrou Lindalva (Carolina Dieckman), quando ela era bebê. A mãe de Lindalva, Maria do Carmo (Susana Vieira) nunca desistiu de encontrar a filha e a cínica Nazaré aproveitou-se disso para tentar extorquir dinheiro dela, mas Maria do Carmo não tinha nada de boba. Ela acabou descobrindo a farsa de Nazaré e deu-lhe uma grande e inesquecível surra!


6 - SURRA DE YVONE EM "CAMINHO DAS ÍNDIAS" (2009)



Na novela de Goria Perez, a psicopata Yvone (Letícia Sabatella) aprontou muito pra cima de Raul (Alexandre Borges). Ela fez o amante simular a própria morte e foi embora com ele, enquanto fingia-se de amiga da esposa de Raul, Sylvia (Débora Bloch). Depois Yvone deu um golpe em Raul e fugiu com todo o dinheiro dele, deixando-o na miséria. Mas Yvone pagou caro por seus golpes. Ela foi agredida algumas vezes durante a novela, mas a primeira e mais famosa surra que levou, foi dada pela perua Melissa (Chistiane Torlonni).



Gostaram d a seleção de cenas de barraco? Qual delas é a sua preferida?

DICAS DA SEMANA

1 - DICA DE LIVRO: "1001 FILMES PARA VER ANTES DE MORRER", ORG. STEVEN JAY SCHNEIDER



Além de noveleiro, sou um cinéfilo compulsivo. Por isso quando soube desse livro, não pude deixar de comprá-lo. É obrigatório para quem gosta de um bom filme. O livro é um  guia completíssimo com filmes de todas as épocas e dos mais variados gêneros. Com 962 páginas e muitas fotos e cartazes de filmes, o livro foi organizado por mais de 50 críticos do mundo todo e traz filmes de vários países. Começando com "Viagem à Lua" (1902), que é considerado o primeiro filme de ficção científica e indo até "Bastardos Inglórios" (2009), temos um verdadeiro panorama da história do cinema através dos filmes, que são organizados em ordem cronológica e nos permitem acompanhar a evolução da linguagem cinematográfica, enquanto conhecemos melhor a história de cada filme.

Esse livro é para todos os gostos, pois traz filmes dos mais variados gêneros, que vão do drama á comédia, sem deixar de lado outros gêneros como ficção científica, animações, documentários e outros. É claro que ninguém é obrigado a assistir os 1001 filmes indicados por ele, mas o livro ajuda muito a conhecer melhor os grandes clássicos que fizeram a história do cinema e através das sinopses, fica mais fácil escolher aqueles que queremos assistir. Ótimo livro!

2 - DICA DE CD: WHITNEY HOUSTON - THE GREATEST HITS


No final de semana, o mundo da música perdeu Whitney Houston, uma das mais belas vozes do pop internacional. Whitney era uma grande artista e apesar dos problemas pessoais que enfrentou em sua vida, jamais perdeu o talento e a linda voz. Por isso essa semana recomendo a coletânia "The Greatest Hists", lançada em 2000, com seus grandes sucessos.
Trata-se de um cd duplo, com 35 músicas reunindo o melhor de Whitney. Os fãs vão se deliciar com músicas como "Greatest Love Of All", "One Moment In Time", "I Will Always Love You", "All The Man That I Need", "Where Do Broken Hearts Go", "I Wanna dance With Somebody", "So Emotional", "I'm Every Woman"... É um sucesso atrás do outro e a cada música que ouvimos, ficamos sabendo porque Whitney é considerada uma grande cantora. Ela cantava dando tudo de si na música. Talvez por isso, sentimos uma grande emoção quando a escutamos. Além dos grandes sucessos, a coletânia traz também vários duetos de Whitney com outros cantores e alguns remixes de suas músicas.

Recomendo essa coletânia para quem é fã de Whitney e até mesmo para quem não é ou não conhece direito suas músicas. Se você não conhece direito os grandes sucessos de Whitney, é uma ótima forma de conhecer e certamente você será conquistado por essas ótimas músicas e passará a admirar Whitney Houston como ela merece ser admirada.


3 - DICA DE FILME: "UMA RUA CHAMADA PECADO" (1951)











Depois de recomendar "...E O Vento Levou" na semana passada, recomendo essa semana o filme em que Vivien Leigh ganhou seu segundo Oscar, "Uma Rua Chamada Pecado". Baseado na peça "A Streetcar Named Desire", de Tenesse Williams, o título do filme em português está errado, uma vez que em inglês tanto a peça como o filme chamam-se "Um Bonde Chamado Desejo".

Dirigido por Elia Kazan, "Uma Rua Chamada Pecado" é um grande filme cheio de atuações fortes entre as quais se destacam Vivien Leigh e Marlon Brando em um de seus primeiros filmes. Leigh interpreta Blanche Dubois, uma mulher misteriosa e perturbada, que vem morar um tempo com a irmã Stella (Kim Hunter) e seu cunhado Stanley (Brando). Blanche e Stanley se detestam e vivem brigando, porque ela não aceita o jeito grosseiro dele e a forma como trata sua irmã, que está grávida. Blanche se envolve com Mitch (Karl Malden), amigo de Stanley, que pensa até em casar com ela, mas Stanley descobre o passado de Blanche e revela a Mitch que ela saiu de sua cidade porque estava envolvida em vários escândalos, pelo fato de ter tido muitos amantes. Ao ser abandonada por Mitch  e violentada por Stanley, Blanche  enlouquece.

"Uma Rua Chamada Pecado" é um filme forte e perturbador, que nos faz mergulhar na loucura e nas perturbações de Blanche de uma maneira que nos deixa meio esgotados emocionalmente depois de o assistirmos. Uma das cenas mais perturbadoras é o estupro de Blanche por Stanley, cena que quase foi proibida pela censura americana da época. É nesse filme que Vivien diz a famosa frase: "Sempre dependi da bondade de estranhos". Vale a pena ver esse filme. A edição especial em dvd traz dois discos, um com o filme e outro com vários bônus que mostram os bastidores da produção. Recomendo! 



CLASSIFICAÇÂO INDICATIVA: A VOLTA DA CENSURA





A cada dia que passa acho a atual classificação indicativa dos programas de televisão mais parecida com uma nova Censura. Não vivenciei a época da Censura das décadas de 1960 e 70, mas sei que foi terrível para o teatro, TV, cinema, música e todas as formas de arte. Ninguém tinha liberdade de  expressar suas opiniões sobre as coisas. É claro que a classificação atual está longe de ser como a censura antiga, mas ela é preocupante porque a cada dia, se torna mais rígida e interfere cada vez mais na programação das emissoras. Essa classificação indicativa atual existe há muito tempo, mas as novas regras que a deixaram mais rígida são de 2007.

As emissoras de TV são obrigadas a cumprir as regras, que estabelecem em que horário deve ser exibido cada programa. As classificações Livre e Não recomendada para menores de 10 anos, podem ser exibidas em qualquer horário, enquanto programas recomendados para maiores de 12 anos em diante, tem horas específicas para serem exibidos e não podem mudar de horário. É isso que eu vejo como uma espécie de censura velada, porque interfere na liberdade das emissoras.

Tomando as novelas como exemplo, vejo que as possibilidades de criação principalmente das novelas das seis e das sete, que são exibidas mais cedo, estão cada vez mais limitadas, porque qualquer "deslize", pode significar uma reclassificação do Ministério da Justiça e dependendo da nova classificação que a obra receber, a emissora pode ser obrigada a mudá-la de horário. As novelas das seis vem sofrendo alterações de classificação indicativa, desde "Cama de Gato" (2009). Todas começam com classificação livre e realmente são novelas muito leves que não tem nada demais, mas depois de alguns capítulos, a classificação sempre é alterada para inadequada para menores de 10 anos. A última justificativa apresentada para reclassificar "A Vida da Gente", atual trama das seis, foi  a de que a novela apresenta "conteúdos angustiantes". A novela pode até tratar de temas sérios, mas está longe de angustiar alguém, porque tudo é tratado de forma delicada e sutil pela autora Lícia Manzo, que não apresenta nada que não seja permitido para o horário. A nova novela das seis, "Amor, Eterno Amor" será  livre para todos os públicos no começo, mas com certeza será reclassificada para maiores de 10 depois de alguns capítulos.

As novelas das sete também não escapam da vigilância. A última novela a ser reclassificada, foi "Aquele Beijo". Mesmo as novelas das nove, que são as que tem mais liberdade para mostrar cenas mais "fortes" e abordar temas polêmicos, estão bem mais comedidas ultimamente, porque também não estão livres de sofrerem uma reclassificação.



Quando uma novela é reclassificada, percebemos que os autores ficam ainda mais cautelosos com relação ao que escrevem, com medo de que a novela seja reclassificada novamente, ou seja, além da pressão que os autores já sofrem das emissoras com relação a audiência, e do público, que deseja sempre boas histórias, ele ainda é pressionado pelas regras da classificação indicativa. "Não pode isso", "não pode aquilo"... O preocesso de criação das histórias é muito limitado e prejudicado por causa disso.


Os absurdos dessa classificação ficam mais evidentes ainda quando assistimos as reprises de novelas exibidas na década de 1990, quando a liberdade de criação era muito maior. "Mulheres de Areia", que foi exibida originalmente às seis da tarde tem uma abertura sensual, onde uma mulher toma banho nua nas águas do mar. Essa reprise de 2011 e 2012 teve a abertura refeita, de modo a diminuir um pouco a nudez, o que a deixou muito desfocada e diminuiu muito a sensualidade da abertura original. A Globo preferiu modificar a abertura já temendo uma reclassificação da novela, alegando que as cenas de nudez eram impróprias para serem exibidas à tarde, mas na primeira reprise da novela em 1996, a abertura foi mostrada normalmente e ninguém ficou "chocado", até porque não tem como alguém se chocar com uma simples abertura de novela. Ainda em "Mulheres de Areia", várias cenas que foram exibidas normalmente em 1993, tiveram que ser cortadas ou reduzidas para se adequar às novas regras. E é claro que a novela também foi reclassificada como imprópria para menors de 10 anos. E um exemplo que lembra muito a Censura antiga, é a proibição da reprise de "Páginas da Vida", novela das oito exibida em 2006 que seria a substituta de "Mulheres de Areia", mas teve a reprise impedida de ir ao ar, mesmo com a Globo se comprometendo a cortar todas as cenas inadequadas para o horário da tarde.




Todos esses exemplos deixam claro que a classificação indicativa é mais conservadora do que o público. Se antigamente uma novela das seis ou das sete podia ter por exemplo, um bom barraco entre duas mulheres, com direito a tapas e puxões de cabelo, hoje pode no máximo um tapa ou dois e sem muita violência, se não quiser correr o risco de levar logo uma advertência do Ministério da Justiça. Por que coisas que podiam ser mostradas há alguns anos, não podem ser mostradas hoje? Isso só deixa as novelas mais caretas, porque vamos combinar que novela sem barraco e sem um tapinha na cara não é novela! E o engraçado é que nas novelas não pode nenhum tipo de violência, mas os telejornais mostram diariamente crimes bárbaros, pessoas consumindo drogras e outras coisas que ninguém pode nem pensar em mostrar numa novela. Os jornais não tem classifcação indicativa e exibem essas notícias em todas as horas do dia. Como é que pode a ficção perturbar mais do que a realidade?

Não estou dizendo que sou contra a classificação indicativa, até a acho importante para sabermos melhor o conteúdo de cada programa que é exibido. Sou contra a intromissão dela, que determina o que pode ou não ser exibido em cada horário. Acho que a classificação deve apenas alertar sobre o conteúdo dos programas. Quem deve decidir se assiste ou não a qualquer programa, é o público.

É claro que não sou a favor que um filme com classifcação para meiores de 16 anos, por exemplo, seja exibido à tarde, ou que uma novela das seis ou das sete apresente cenas adequadas apenas a uma novela das nove, mas devemos confiar no bom senso das emissoras e dos autores. Ninguém melhor do que eles sabem o que é adequado para ser exibido em cada horário da programação. As emissoras e os autores teriam muito mais liberdade e ninguém seria prejudicado. As regras dessa classificação indicativa precisam ficar mais brandas imediatamente!

O que você acha? Deixe sua opinião.






ENTREVISTA: RENATA DIAS GOMES



Nossa entrevistada de hoje no blog é como ela mesma se define em seu perfil no twitter, essencialmente escritora. Com certeza você não acha o sobrenome dela estranho e nem podia, pois Renata Dias Gomes é neta dos maiores autores de novelas que nosso país já teve, os grandes Dias Gomes e Janete Clair. Com esses dois grandes exemplos na família, era natural que Renata sentisse desde cedo que acabaria seguindo os passos  de seus avós e fosse escrever para a televisão. Nessa entrevista bastante completa, Renata, que atualmente é colaboradora de "Malhação", fala sobre carreira, família, do sonho de escrever suas próprias histórias, e é claro, da influência que recebeu dos avós. Ela também dá conselhos para quem sonha seguir a mesma carreira e virar roteirista na televisão. Confira a entrevista:


SUPER TV E MAIS! - Quando você sentiu que queria escrever para a televisão?

RENATA - Isso veio naturalmente. Não consigo lembrar um marco pra essa decisão. Eu sempre fui noveleira, sempre gostei de contar histórias e acho que sempre entendi que o caminho era esse, até por ter dois grandes exemplos dentro de casa. 

SUPER TV E MAIS! - Você sempre teve o apoio da sua família na escolha da sua carreira?

RENATA - Como eu disse, sempre achei que escrever e escrever novelas era o meu caminho natural. Desde muito pequena sabia que seria escritora. Fui crescendo e a vontade se manteve. Meu pai sempre me apoiou, mostrava meus textos pro meu avô e da parte deles isso nunca foi questionado. Minha tia Denise que também é escritora, sempre me incentivou dando excelentes livros de presente.  Acho que era meio subentendido na família que eu seria escritora. Mas fiz outras coisas durante a adolescência. Nesse período investi tempo e muita dedicação no vôlei. Fui federada, amava jogar e durante anos foi das coisas mais importantes da minha vida. Sou muito baixinha, sempre soube que aquilo tinha um prazo de validade curto (ganhei ainda um tempo no vôlei depois da criação da regra do líbero) e me joguei de cabeça enquanto dava porque sabia que aquilo um dia acabaria e eu iria escrever minhas histórias. Na hora de escolher a faculdade decidi que faria cinema porque queria ser roteirista. Nessa hora minha mãe foi muito contra. Entendia que eu devia fazer jornalismo pra ter uma profissão (como se escritor não fosse rs ) ou educação física porque eu gostava muito de vôlei e a essa altura era também viciada em musculação que continuo praticando com afinco até hoje. Adoro educação física , mas não era minha praia. E nem jornalismo. Discutimos seriamente, mas meu pai peitou a briga e foi comigo fazer a matrícula na faculdade de cinema. Hoje meu pai é meu maior incentivador. Ele sempre acreditou em mim e continua torcendo! 

SUPER TV E MAIS! - Você fez faculdade de cinema e roteirizou alguns curtas. Fale um pouco da sua carreira desde que começou no cinema até chegar na televisão.

RENATA - Eu escrevi peças amadoras na escola, depois na faculdade de cinema escrevi alguns curtas. Alguns poucos filmados, outros vários que não saíram do papel. Um desses roteiros que não saiu do papel foi lido pelo Gilberto Braga que teceu críticas importantes e elogios que me deram muita força. Ele me indicou também pra oficina de autores da Globo. A oficina demorou um tempo pra acontecer e quando finalmente rolou eu não passei no teste. Hoje acho que foi bom porque eu tinha uma bebê de quatro meses em casa que mamava exclusivamente ao seio e pude ficar mais tempo me dedicando só a isso. Então mandei currículo pra literalmente todas as produtoras do Rio de Janeiro e duas me responderam. Comecei a trabalhar escrevendo vídeos corporativos . Um tempo depois uma outra  produtora pra onde tinha mandado currículo me chamou pra escrever um programa de dramaturgia com conteúdo educativo pra TV Escola. Fiquei um tempo trabalhando nesse programa e quando acabou consegui através da Gloria Perez uma bolsa pra fazer a maratona de roteiros da Associação dos Roteiristas. Lá eu conheci o Tiago Santiago que topou ler um roteiro meu (mais um daqueles curtas que não foi filmado), gostou muito e me levou pra Record onde comecei em "Alta Estação" colaborando com a Margareth Boury. 



"Alta Estação", "Chamas da Vida" e "Uma Rosa Com Amor": primeiras novelas onde Renata trabalhou como colaboradora.

SUPER TV E MAIS! - Muitas pessoas acham que uma novela é feita apenas pelo autor principal e esquecem dos colaboradores. Você pode descrever como é o trabalho de um colaborador?

RENATA - É normal esquecer do trabalho dos colaboradores e acho que a gente está ali pra isso mesmo, servir ao autor titular pra que ele possa criar e levar a novela da forma mais tranquila possível. O trabalho do colaborador varia bastante de acordo com o estilo e as necessidades do titular. Geralmente o  titular faz a escaleta que é um esqueleto do capítulo com tudo que vai acontecer cena a cena, mas ainda sem diálogo e manda pros colaboradores com indicacão de quem deve escrever cada cena. Nós escrevemos, enviamos de volta pro autor que corrige pra deixar com a cara dele. Um bom colaborador vai pegar o estilo do autor e escrever dentro do que ele espera pra que tenha menos trabalho nessas correções. Mas já fiz várias outras funções  de acordo com a necessidade do autor. Aprendi muito no período que ia diariamente à casa da Margareth acompanhar ela e o Claudio Simões na feitura da escaleta. Ali nasce a estrutra do capítulo e o corpo da novela. Já com o Tiago, principalmente em "Uma Rosa com Amor", acumulei várias funções. Ele me passava várias tarefas pra que estivesse sempre pronto pra escrever o próximo capítulo sem precisar voltar pra corrigir problemas de continuidade ou produção. Eu lia também os (maravilhosos) originais do Vicente Sesso para ajudar o Tiago a trilhar o caminho que a novela deveria seguir. Foi uma experiência incrível! 

SUPER TV E MAIS! - Depois de passar pela Record e pelo SBT, você acaba de ser contratada pela Globo para a equipe de "Malhação". Como foi o convite para ir para a Globo?

RENATA - Assim que meu contrato com SBT foi rescindido entrei em contato com alguns autores que conhecia, entre eles a Ingrid Zavarezzi que é a atual titular da "Malhação" e com quem já havia trabalhado na Record. A Ingrid me ligou alguns dias depois perguntando se já tinha fechado com alguém porque ela gostaria de contar comigo pra colaborar na "Malhação". Ao mesmo tempo , a minha fada madrinha Gloria Perez leu meu trabalho e indicou para várias pessoas dentro da Globo e isso ajudou pra que a contratação se concretizasse. 

SUPER TV E MAIS! - A audiência da atual temporada de "Malhação" está abaixo da esperada. Muitos acham que depois de mais de 15 anos, não há mais como  reinventar a novelinha, pois já foi feito de tudo um pouco. Agora com a sua entrada na equipe estão previstas mudanças na história? Você acha que "Malhação" ainda tem fôlego para várias temporadas?

RENATA - Eu acho que Malhação tem fôlego pra várias temporadas porque é um produto que sempre se renova. Mas a minha entrada não tem essa intenção. Estou entrando pra colaborar com a Ingrid (e com a Ana Moretzon e o Ricardo Linhares que são supervisores de texto) no que for necessário. 


Antes de entrar para "Malhação", Renata colaborou em "Amor e Revolução" no SBT.


SUPER TV E MAIS! - O sonho de todo colaborador é criar suas próprias histórias. Você já se sente preparada para escrever uma novela sua?

RENATA - Acho que nunca vou me sentir completamente pronta antes de testar. Sonho com isso, mas enquanto a chance não vem, me preparo cada vez mais pra assumir essa responsabilidade. Estou tranquila nessa espera. 

SUPER TV E MAIS! - O fato de você ser neta de Janete Clair e Dias Gomes faz você sentir uma responsabilidade ainda maior com o seu trabalho? Tem medo que a cobrança do público com você seja maior por causa disso?

RENATA - Sou muito exigente comigo mesma, me cobro muito mais do que qualquer outra pessoa. Mas da parte do público nunca senti cobrança, só carinho! 

SUPER TV E MAIS! - A maioria das novelas de Janete Clair e Dias Gomes foram exibidas na década de 1970, quando você nem era nascida. Você tem material gravado em vídeo das novelas de seus avós? Costuma ver alguma coisa no You Tube?

RENATA - Eu assisti pouco da obra dos meus avós. Quando tinha uns treze anos boa parte dos textos da minha avó foi parar na minha casa e me deliciei lendo os capítulos de várias obras famosas. Já do meu avô, optei por esperar mais um pouco pra conhecer o trabalho pra não me permitir influenciar (lembram que eu disse que me cobro demais? rs). Quando criança assisti no teatro as suas peças e o contato com a obra do meu avô vinha daí. Preferi sempre ter contato com meu avô e não com o escritor. Esse encontro com o escritor Dias Gomes, o mito, foi acontecer na verdade um pouco antes da sua morte quando foram adotados no meu colégio dois livros dele. Foi uma delícia conhecer o outro lado do avô que eu amava. Depois que ele morreu li mais algumas peças e me apaixonei por tudo. 

Renata e os avós Dias Gomes e Janete Clair.

SUPER TV E MAIS! - Lí em uma edição da Revista "Veja" de 1983, que Janete Clair, quando estava com uma novela no ar, escrevia um capítulo todos os dias e no resto do tempo era uma dona de casa como outra qualquer. Quando está escrevendo novela é difícil conciliar os afazeres do dia-a-dia com o trabalho ou você lida bem com isso?

RENATA - Nesse ponto minha avó é minha maior fonte de inspiração. Tenho dois filhos pequenos e sou colaboradora. Quando acho que vou surtar, repito pra mim um mantra : minha vó tinha três e escrevia sozinha! Não é fácil. Mas não abriria mão de trabalhar em casa e passar o dia ao lado deles. Já como dona de casa, sou uma negação e a sorte é que meu marido é o oposto! Não daria conta sem ele. 

SUPER TV E MAIS! - Muitas pessoas consideram as novelas antigas melhores do que as atuais. Você concorda com isso ou acha que não houve desgaste nas telenovelas ao longo dos anos?

RENATA - Acho que há um certo saudosismo quando pensamos nas novelas que marcaram nossa vida. Tenho certeza que daqui a uns anos muita gente vai falar das atuais com o mesmo entusiasmo. Isso faz parte da história da humanidade. Depois que o tempo passa, ficamos com as lembranças boas de cada tempo. Apesar disso, é fácil notar que  grandes nomes já se foram. Dias Gomes, Janete Clair, Ivani Ribeiro, Cassiano Gabus Mendes fazem mesmo muita falta! Mas acho que o gênero está se renovando aos poucos. Há sempre boas histórias a serem contadas. Eu penso numa novela como "Cordel Encantado" e tenho certeza que marcou a vida de muita gente. E outras também. As novelas continuam sendo discutidas, comentadas nas ruas.

SUPER TV E MAIS! - Que novelas você acompanha atualmente e qual é a sua preferida no momento?

RENATA - Não consigo acompanhar nada no momento. Sempre fui muito noveleira, mas depois de ser mãe o ritmo diminuiu muito. A última novela que acompanhei com afinco e adorei foi "Poder Paralelo" do Lauro César Muniz. 


"Cordel Encantado" e "Poder Paralelo": novelas citadas por Renata.


SUPER TV E MAIS! - Como você define o seu estilo de escrever novelas? Você escreve melhor drama, comédia ou tem facilidade de se adequar a qualquer gênero?

RENATA - Não sei dizer isso ainda porque como colaboradora me adapto ao estilo do autor titular. Gosto de escrever comédia, mas não só isso. Tenho uma certa dificuldade em criar histórias de amor... E adoro tramas políticas e sociais. Mas só vou saber exatamente qual a minha praia quando der a cara pra bater. 

SUPER TV E MAIS! - O que você aconselha para quem sonha escrever para a televisão?

RENATA -  Estudar muito, ler muito, escrever roteiros e não sinopses de novelas, procurar o mercado de produtoras ou escrever pra teatro que é a base de tudo, fazer cursos para conhecer gente do meio e trocar figurinhas com quem está na ativa. Acho que o grande lance é estar preparado pra quando chegar  a oportunidade de ser lido que é o mais difícil. 


Agradeço à Renata pela ótima entrevista! Fiz também com ela um jogo de perguntas e respostas rápidas, mas como essa entrevista já ficou muito longa, publicarei a segunda parte em outra oportunidade, talvez na próxima semana.

Gostaram da entrevista? Deixem seus comentários e aguardem a próxima entrevista do blog.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

AS HELENAS DE MANOEL CARLOS

As novelas de Manoel Carlos são famosas por retratarem grandes histórias de amor que se passam no Rio de Janeiro, usando o Leblon como cenário principal e por abordar temas sérios, como agressão à mulher e o alcoolismo, mas a peculiaridade mais famosa na obra de Maneco é o fato de a  maioria de suas protagonistas chamarem-se Helena. A maioria, porque suas novelas "Maria, Maria" (1978), "A Sucessora" (1978), "Sol de Verão" (1982) e "Novo Amor" (1986) tiveram protagonistas com outros  nomes. Até hoje o autor escreveu oito novelas em que as protagonistas se chamam Helena. Helenas diferentes, mas que tem em comum o fato de todas serem mulheres fortes e determinadas que lutam para serem felizes. Hoje na sessão "Recordando" vamos relembrar todas essas Helenas. Aproveitamos para homenagear Regina Duarte, atriz que mais interpretou Helenas e que fez aniversário essa semana. Parabéns, Regina!

1 - HELENA DE "BAILA COMIGO" (1981)



A primeira Helena de Manoel Carlos (vivida pela saudosa Lilian Lemmertz) tinha dois filhos gêmeos, João Victor e Quinzinho (Tony Ramos). O pai dos gêmeos é Joaquim (Raul Cortez), que se recusou a separar-se da mulher Martha (Tereza Rachel) para ficar com Helena, por isso ela casou-se com o médico Plínio (Fernando Torres), que criou Quinzinho como seu filho, enquanto João Victor foi criado por Joaquim. Os dois irmãos ignoram a existência um do outro e Helena sofre muito por isso. Uma das cenas mais marcantes da novela é quando os gêmeos encontram-se pela primeira vez.

2- HELENA DE "FELICIDADE" (1991)


A Helena de Maitê Proença também guardava um segredo. No início da novela ela se envolve com Álvaro (Tony Ramos), mas ele acaba se casando com a vilã Débora (Viviane Pasmanter) e ela, com Mário (Herson Capri). Oito anos depois já separada de Mário, Helena vive no Rio de Janeiro com a filha Bia (Tatyane Goulart). Ela acaba se reaproximando de Álvaro, mas não revela a ninguém que ele é o verdadeiro pai de sua filha. Além disso, Débora passa a infernizar a vida dos dois. Apenas no penúltimo capítulo Helena revela a verdade a sua filha.

3 - HELENA DE "HISTÓRIA DE AMOR" (1995)



A primeira Helena vivida por Regina Duarte, era divorciada do conservador Assunção (Nuno Leal Maia) e morava com a filha adolescente Joyce (Carla Marins). Logo nos primeiros capítulos Helena descobre que Joyce engravidou do irresponsável Caio (Ângelo paes Leme) e dá todo o seu apoi à filha, enquanto tenta acalmar os ânimos de Assunção. Em meio a tudo isso, ela se envolve com o médico Carlos (José Mayer), que é casado com a mimada Paula (Carolina Ferraz). No meio da novela Joyce descobre que Helena não é sua mãe biológica e entra em conflito com ela. A reconciliação das duas só acontece no último capítulo.

4 - HELENA DE "POR AMOR" (1997)



Nessa novela, Regina Duarte interpretou sua segunda Helena e contracenou com a filha Gabriela Duarte, que também era sua filha na novela. Helena é casada com Atílio (Antônio Fagundes) e Eduarda, com Marcelo (Fábio Assunção). As duas engravidam e dão à luz no mesmo dia, mas Helena descobre que o bebê de Eduarda morreu e troca o filho vivo dela pelo da filha, tudo pelo amor que sente por ela. Eduarda cria o próprio irmão sem saber e Helena sofre muito por esconder de Atílio que seu filho está vivo, mas a mentira só é descoberta no último capítulo da novela.

5 - HELENA DE "LAÇOS DE FAMÍLIA" (2000)



A Helena de Vera Fischer é uma médica que se envolve com Edu (Reynaldo Gianechinni), um homem mais novo. Acontece que sua filha Camila (Carolina Dieckman) também se apaixona por ele e Helena prefere abrir mão do amor de Edu por causa da filha. Edu e Camila se casam e Helena se envolve com Miguel (Tony Ramos). Quando Camila adoece de leucemia, Helena revela que o verdadeiro pai dela é Pedro (José Mayer). Ela termina tudo com Miguel e tem outra filha com Pedro para salvar a vida de Camila com um transplante de medula.

6 - HELENA DE "MULHERES APAIXONADAS" (2003)



A Helena vivida por Christiane Torloni era uma diretora de escola casada com o músico Theo (Tony Ramos). O casamento dos dois estava em crise há muito tempo, porque Helena não amava mais o marido, mas não tinha coragem de se separar. Sua vida dá uma reviravolta quando ela reencontra César (José Mayer), seu grande amor do passado e os dois se reaproximam.

7 - HELENA DE "PÁGINAS DA VIDA" (2006)



A terceira Helena de Regina Duarte era uma médica que adotava Clara (Joana Mocarzel), criança que foi rejeitada pela avó Marta (Lília Cabral) por ter síndrome de down. Helena luta para conseguir matricular Clara em uma escola normal para que ela conviva com outras crianças que não tem síndrome de down e se envolve com o médico Diogo (Marcos Paulo). Os problemas de Helena começam quando Léo (Thiago Rodrigues) descobre que sua filha Clara está viva, pois Marta havia enganado a todos dizendo que a menina tinha morrido. Helena e Léo passam a disputar a guarda de Clara na justiça.

8 - HELENA DE "VIVER A VIDA" (2009)










A primeira Helena mais jovem de Manoel Carlos foi vivida por Taís Araújo e era uma modelo de sucesso que se casava com o mulherengo Marcos (José Mayer). Helena vivia em conflito com a mimada modelo Luciana (Alinne Moraes), filha de Marcos. Depois que seu casamento entra em crise, Helena se envolve com Bruno (Thiago Lacerda), que acaba descobrindo que é filho de Marcos, o que cria muitos conflitos entre eles.

Essas são as Helenas de Manoel Carlos. O autor já convidou Júlia Lemmertz para viver a útima Helena de suas novelas. Júlia é filha de Lílian Lemzertz, a primeira Helena de Maneco e o autor vai fechar o ciclo de suas Helenas com ela.

E você? Qual das Helenas de Manoel Carlos é a sua preferida?




DICAS DE LIVRO. CD E FILME


1 - DICA DE LIVRO: "...E O VENTO LEVOU", DE MARGARET MITCHELL




   
Minha dica de leitura de hoje é o livro "... E O Vento Levou", de Margaret Mitchell. Todo mundo já ouviu falar do filme, que é um dos maiores clássicos do cinema, mas o que deu origem a esse grande filme foi esse grande livro, que também é um clássico. Publicado em 1936, "...E O Vento Levou", logo transformou-se em um sucesso e vendeu milhões de exemplares em todo o mundo. Nunca a obra de uma autora estreante fez tanto sucesso. O livro venceu o importante prêmio Pullitzer, de 1937 e continua vendendo muito até hoje.

Impossível não se apaixonar pela história de Scarlett O'Hara, uma mulher forte, de temperamento difícil, que não se deixa abalar pelos diversos problemas que enfrenta ao longo da Guerra Civil Americana, que começou em 1861 e terminou em 1865. Nessa guerra, que foi uma das mais sangrentas de todos os tempos, o Norte industrializado dos Estado Unidos, lutava contra o Sul latifundiário, que havia se separado da união e  recusava-se a abolir a escravatura. A história de Scarlett e de todos os outros personagens, se passa justamente nesse período e todos os acontecimentos do romance tem como pano de fundo os acontecimentos da guerra. E a história não acaba com o fim da guerra. Após a derrota do Sul para o Norte, a autora explora a dura luta de uma civilização destruída para se adequar aos novos tempos, quando todas as cidades e plantações haviam sido destruídas e famílias que eram ricas antes da guerra haviam se tornado pobres. A família de Scarlett é uma delas e ela luta para recuperar sua fazenda que foi praticamente destruída e para enriquecer novamente, transformando-se numa mulher cada vez mais gananciosa. Outro tema muito sério e repugnante que o livro aborda é a Ku Klux Klan, uma terrível organização onde os homens brancos do Sul derrotado, reuniam-se para torturar e linchar os negros libertos. Toda a história é narrada sob o ponto de vista das pessoas do Sul, que achavam normal  os homens de bem livrarem suas famílias dos ataques dos escravos libertos. 

E no meio de tudo isso acompanhamos os romances de Scarlett, que acha que está apaixonada por Ashley, marido da bondosa Melanie, a quem ela odeia. Visando enriquecer novamente, Scarlett casa-se com o capitão Rhett Butler, mesmo sem amá-lo e vive lhe destratando. Quando ela descobre que o ama já é tarde demais.

"... E O Vento Levou" é um grande romance. Quando digo grande, me refiro também ao tamanho do livro pois são 962 páginas de história, mas o estilo da autora é tão bom e seu livro é tão bem escrito, que em nenhum momento nos cansamos da leitura e chegamos até a lamentar quando o livro acaba. Gostei tanto do livro, que já estou lendo de novo. O livro também é uma verdadeira aula de história sobre a guerra civil, mas não tem um tom didático chato que nos deixe cansados. A autora foi muito esperta ao usar uma história de amor para falar sobre um tema tão importante como a guerra. Além disso, o livro é muito mais completo do que o filme, pois no romance há vários personagens e situações que não estão presentes no filme. Por exemplo, no livro Scarlett tem três filhos, mas no filme, dois deles são eliminados e ela tem apenas uma menina. Esse é apenas um exemplo de muitas outras coisas que estão no livro e não estão presentes no filme. Ler o livro é um excelente complemento para quem já assistiu ao filme e mesmo para quem não viu. Vale a pena ler esse livro de qualquer maneira. É muito, muito bom! Recomendo demais!

2 - DICA DE CD: "21", DE ADELE





Atualmente o mundo da música só fala nela e todos já ouviram ao menos duas de suas músicas, "Rolling In The Deep" e "Someone Like You", que além de serem grandes sucessos, fazem parte das trilhas sonoras internacionais das novelas "Morde & Assopra" e "Fina Estampa", e nada melhor para divulgar a música de um cantor do que uma novela. Mas a música de Adele vai muito além dessas duas músicas. Seu álbum "21" é muito bom e apresenta uma ótima mistura de estilos musicais que vão do soul ao blues, passando também pelo country e com uma pitada de pop dance e romântico.

O álbum foi o mais vendido do ano passado e até hoje continua em primeiro lugar nos Estados Unidos. Além disso o álbum ganhou seis categorias importantes do prêmio Grammy, que aconteceu no domingo, dia 12 de fevereiro.  Todas as músicas do cd são muito boas, mas destaco "Set Fire To The Rain", o novo single que já está em primeiro lugar nos Estados Unidos e outras como "Rumor Has It", que é a mais dance do álbum, além de "I'll Be Waiting" e da romântica "Turning tables". Quem gosta de música country, vai adorar "Don't You remember", que é uma balada romântica. 

O álbum é temático e todas as músicas falam sobre a rejeição de uma mulher que foi abandonada e que está disposta a recomeçar de novo, o que confere uma unidade maior ao disco. Vale a pena escutar o cd. Eu gostei de todas as músicas  e não achei nenhuma ruim. Escutem e tirem suas próprias conclusões.

3 - DICA DE FILME: "...E O VENTO LEVOU"





Já que falei do livro, aproveito para recomendar também o filme, que é um dos  mais importantes da história do cinema e um clássico absoluto que continua conquistando novas gerações de telespectadores até hoje. Lançado em 1939, "...E O Vento Levou" transportou o romance de Margaret Mitchell para as telas de maneira fiel, embora haja algumas mudanças com relação ao livro, visto que era impossível filmar todos os acontecimentos do romance, que é muito longo. O filme também é muito longo e tem quase 4 horas de duração, mas vale a pena assistir e se emocionar. Vivien Leigh e Clark Gable interpretam os protagonistas Scarlett e Rhett e suas atuações são tão marcantes que ao ler o livro é imposível não associar a imagem dos protagonistas aos atores.

Uma superprodução impressionante para a época, onde não havia todos os recursos tecnológicos de hoje, "...E O Vento levou" é cheio de cenas marcantes, como Scarlett andando no meio de milhares de feridos pela guerra, o grande incêndio da cidade de Atlanta e o juramento da protagonista de que nunca mais passará fome na vida. Embora a primeira parte  seja mais interessante do que a segunda, que é muito sombria e melodramática, ainda assim, é um filme inesquecível que merece a fama de clássico que carrega. O filme foi produzido por David O. Selznick, tem a direção atribuída a Victor Flemeing e teve uma produção bastante conturbada, com a participação de vários roteiristas e diretores, mas os problemas que ocorreram durante as filmagens não transparecem no filme, que sobreviveu a todos os problemas. 


"...E O Vento Levou" é um daqueles filmes obrigatórios para todos verem. É sem dúvidas o mais popular filme de Hollywood, pois todos já ouviram falar dele em algum momento, mesmo que nunca o tenham visto. Tenho o filme em dvd e já vi várias vezes. A edição em dvd que tenho é uma versão de 4 discos. Os dois primeiros discos contém o filme, o disco 3 tem um excelente documentário de duas horas de duração sobre o making of das filmagens e o disco 4 traz documentários sobre a vida dos atores principais do filme, mas  também o encontramos em dvd simples, que traz apenas o filme e custa mais barato do que as edições especiais  com vários discos. Enfim, vale a pena assistir esse filme sempre. Se você nunca viu, está mais do que na hora de assisti-lo e se já viu, vale sempre a pena rever, pois devido a sua longa duração, descobrimos coisas novas sobre ele a cada vez que assitimos o filme novamente.




Gostaram das dicas de hoje? Deixem seus comentários e até as próxiams dicas do blog.